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Videógrafos para eventos empresariais: guia técnico completo (formatos, áudio, luz, entrega e equipa)

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Porquê vídeo em eventos empresariais (e o que esperar)

O vídeo deixou de ser um “extra” e passou a ser ativo estratégico em eventos empresariais: capta conteúdo para marketing, relações-públicas, comunicação interna, formação e captação de leads. Para resultar, precisa de planeamento técnico (formato, som, luz, estabilização) e gestão editorial (guião, planos, entrevistas e direitos). Este guia foca os aspetos práticos que mais impacto têm no resultado — e nas dores de cabeça.

1) Formatos, codecs e formato de ficheiros — o que realmente interessa decidir

Quando falamos de ficheiros de vídeo, três termos aparecem sempre:

 

    • Resolução e frame rate: 1080p/25, 4K/50, etc.
    • Codec (compressor): H.264/H.265, ProRes, etc.
    • Formato de ficheiro (extensão): .mp4, .mov, .mxf.

 

Regra simples: grave em codecs robustos para edição (intra-frame, 10-bit quando possível) e entregue em codecs de distribuição (inter-frame, ficheiros leves). Ex.: captação em Apple ProRes 422 e entrega em H.264/H.265 (.mp4). A família Apple ProRes é um padrão de facto em pós-produção profissional, com variantes 422/444 e desempenho consistente para HD, 4K e superiores.

Quanto à cor de entrega, para vídeo HD a referência continua a ser Rec.709 (BT.709), que define as caraterísticas de codificação e gamut típicos para HDTV. Se a captação ocorrer em perfis “flat”/Log (S-Log, C-Log, V-Log), a conversão final deve apontar para Rec.709, salvo pedido específico (HDR).

Para plataformas digitais (YouTube, sites, intranet), bitrate e frame rate impactam muito o peso/qualidade. Como referência, o próprio YouTube recomenda ~10–15 Mbps para 1080p e 44–85 Mbps para 4K, variando com a taxa de fotogramas.

2) Frame rate, obturador e flicker em ambientes de 50 Hz

Em Portugal e na maior parte da Europa trabalhamos com rede elétrica de 50 Hz. Para reduzir flicker/banding causado por iluminação artificial (especialmente LED), há duas práticas seguras:

 

    1. Usar frame rates compatíveis com 50 Hz: 25p/50p.
    2. Ajustar o obturador para múltiplos de 1/50 s: 1/50, 1/100, 1/200, consoante a situação.

 

Se, por motivos editoriais, tiver de filmar a 24p ou 30p, compense escolhendo shutter que sincronize com a frequência (por exemplo, 1/50 s em 24p sob 50 Hz). Marcas como a Nikon documentam explicitamente os valores “seguros” (1/25, 1/50, 1/100 em 50 Hz).

Como ponto de partida estético, a regra do obturador a 180° mantém o motion blur natural: obturador ≈ 1/(2 × frame rate) (ex.: 25p → ~1/50 s). Em eventos, quebrar a regra para 1/100 s é comum para mitigar flicker e estabilizar texto em ecrãs/LED.

3) Áudio: onde o vídeo costuma ganhar… ou perder

3.1. Amostragem, bit depth e ligações

Para vídeo, 48 kHz é a taxa de amostragem usada por norma na captação/edição/entrega (24-bit se o equipamento permitir). Trabalhar a 48 kHz evita reconversão de amostragem e mantém compatibilidade com pipelines de vídeo.

Em palco, microfones com XLR balanceado reduzem ruído e permitem usar phantom power +48 V para condensadores (lapelas, shotguns). Marcas como a Shure e a DPA explicam a função e os cuidados com phantom power (necessário para condensadores, desnecessário para dinâmicos).

3.2. Estratégia de captação em eventos

 

    • Linha da mesa + microfone de sala: peça saída “tape out”/“aux out” à técnica de som e grave canal independente com shotgun ou par estéreo apontado ao público para ambientes/aplausos.
    • Entrevistas rápidas: lapela sem fios como canal principal + shotgun on-camera como safety.
    • Palestras simultâneas/salas paralelas: pense em gravadores dedicados (Zoom/Tascam/Sound Devices) com cópia de segurança interno.
    • Níveis e monitorização: evite picos, use -12 dBFS como alvo em diálogo; confira monitor por auscultadores.

 

4) Luz e cor: preparar o que a câmara não resolve sozinha

 

    • Temperatura de cor: alinhe câmara e fontes (3 200 K tungsténio, 5 600 K daylight) ou bloqueie em Kelvin fixo para facilitar matching na edição.
    • LED walls e projetores: evite planos frontais com ganhos excessivos; exponha para preservar detalhe nas altas luzes do ecrã e use shutter “amigo” dos 50 Hz (ver Sec. 2).
    • Perfis de imagem: quando possível, grave em Log para latitude; aplique LUT técnica e corrija para Rec.709 na finalização.

 

5) Estabilização, movimento e configuração de câmara

 

    • Tripés e monopés são regra em conferências; gimbal (operador dedicado) para b-roll dinâmico em feiras/ativação de marca.
    • Velocidades de obturador mais altas (1/100–1/200) congelam movimento, mas tornam o motion blur “nervoso” – use com precaução.
    • Lentes: um zoom parfocal (ex.: 24-105/24-120) otimiza tempos em palco; prime rápidas (35/50/85) para retratos/entrevistas.
    • Focagem: AF-C com deteção de rosto/olhos para walk-and-talk; manual com peaking em keynotes estáticas.

 

6) Captação por tipo de evento

Conferências e keynotes

 

    • Câmara 1 (principal): plano médio do orador, em tripé.
    • Câmara 2 (apoio): plano aberto/“wide” da sala + planos de corte.
    • Câmara 3 (se possível): close de slides/LED wall (ou captura de sinal via SDI/HDMI do sistema do recinto).
    • Áudio: linha da mesa + microfone de sala.
    • Entrega típica: resumo de 2–3 min + talks integrais capituladas.

 

Feiras, roadshows e ativações

 

    • Gimbal + operador móvel para b-roll fluido.
    • Entrevistas curtas a clientes/visitantes com lapela.
    • B-roll de produto com macro/detalhe; proteção de imagem de terceiros.

 

Workshops e team-building

 

    • Planos de dinâmica de grupo, mãos, post-its, expressões; áudio ambiente valorizado.
    • Direitos de imagem: confirmar autorizações, sobretudo para uso externo.

 

7) Workflow de edição e gestão de ficheiros

 

    1. Ingest e cópia de segurança 3-2-1 (três cópias, dois suportes, um fora do local).
    2. Sincronização áudio-vídeo por timecode, claquete ou waveform.
    3. Proxy editing se houver 4K/6K pesados; finalize com media originais.
    4. Color management: Log → LUT técnica → correção → look → export Rec.709.
    5. Grafismo: lower thirds coerentes com identidade da marca, supers com nomes e cargos, outro com logótipo/URL.

 

8) Especificações de entrega (recomendadas)

 

    • Master web (entrega principal):
        • Formato: .mp4
        • Codec: H.264 (ou H.265/HEVC quando suportado)
        • Resolução: 1920×1080 (ou 3840×2160 quando pedido)
        • Frame rate: igual ao de captação (25p/50p em PT)
        • Bitrate alvo: ~10–15 Mbps (1080p); 45–60+ Mbps (4K)
        • Áudio: AAC, 48 kHz, 320 kbps estéreo. Estas faixas de bitrate estão alinhadas com as recomendações de plataformas como o YouTube para uploads 1080p/4K.
    • Master de arquivo/edição futura:
        • Formato: .mov
        • Codec: Apple ProRes 422 (ou DNxHR 10-bit)
        • Áudio: PCM 24-bit, 48 kHz. Porquê? ficheiros maiores, mas mais resistentes a reedições e graduações de cor.
    • Legendas e acessibilidade: ficheiro .srt separado; burn-in só quando exigido.

 

9) Quantos videógrafos contratar?

Depende do formato do evento e das entregas:

 

    • Conferência simples (1 sala, 1 keynote, resumo + talk completa):
      1 operador experiente + assistente (áudio/luz) é o mínimo.
    • Conferência com paralelas / painéis + entrevistas:
      2 operadores + 1 técnico de áudio. Se houver transmissão, somar 1 TD/streaming.
    • Feira/ativação com b-roll contínuo + entrevistas:
      1 operador gimbal + 1 operador em tripé + 1 assistente/áudio.
    • Evento de grande escala / multi-espaço:
      Coordenação de realização (script e shot list), 3+ operadores e técnico de áudio dedicado, possivelmente DIT para gestão de cartões e cópia de seguranças.

 

10) Checklist prático para o dia

 

    • Som: linha da mesa (teste com tom de referência), lapelas carregadas, pilhas extra, monitorização com auscultadores, gravador cópia de segurança.
    • Anti-flicker: anti-flicker a 50 Hz, shutter 1/50–1/100 para interiores.
    • Câmara: white balance fixo, zebras/histograma ativos, ND filters no kit.
    • Planos obrigatórios: exteriores/placas, receção, público, palestrantes, interações, produtos, planos de corte, reações, b-roll do espaço e do branding.
    • Legal: autorizações de imagem quando aplicável; música com licença para uso empresarial.

 

11) Perguntas a enviar ao fornecedor (antes do orçamento)

 

    1. Objetivo do vídeo (marketing, imprensa, formação, interno).
    2. Entregas (resumo, integrais, reels, formatos verticais).
    3. Captação (n.º de câmaras, perfis de imagem, 1080p/4K).
    4. Áudio (acesso à mesa, entrevistas, microfones necessários).
    5. Luz (condições da sala, palco, LED walls).
    6. Prazos (edição, revisions window, legendagem).
    7. Direitos (música, talent release, uso de marca).

 

12) Como é que a Turnip pode ajudar

A Turnip assegura equipa técnica, planeamento editorial e pós-produção para eventos empresariais: captação multicâmara, áudio profissional a 48 kHz, gestão de anti-flicker em ambientes de 50 Hz, motion graphics e entregas otimizadas para web e social. Falamos a linguagem técnica com o seu AV e entregamos ficheiros prontos a publicar (Rec.709, H.264/H.265 ou ProRes para arquivo).

 

Contacto

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